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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Com os jogos, as crianças aprendem que ganhar e perder faz parte da vida


Ao jogar - um comportamento que atravessa séculos - , a criança desenvolve estratégias para enfrentar várias situações e adversários

Bianca Bibiano 

"Brincar tem de ser divertido e, mais que aprender a perder, é importante saber que brincar, por si só, é gostoso."
Ao jogar - um comportamento que atravessa séculos -, a criança descobre que ganhar e perder faz parte da vida e desenvolve estratégias para enfrentar várias situações e os adversários.

Sentados em grupo, crianças, jovens, homens, mulheres e idosos lançam dados, viram cartas e movimentam peças de acordo com regras preestabelecidas e acordadas por todos. Em resumo, jogam. E, consequentemente, se divertem, desafiam uns aos outros, passam o tempo. Um olhar atento mostra algo mais: jogos de tabuleiro revelam peculiaridades da cultura de um povo. Alguns tradicionais, como o Jogo da Glória, surgiram como forma de simbolizar a vida e a morte. Outros demonstravam em sua origem a importância das estratégias de guerra, como o xadrez, e as crenças de um povo, como o mancala.
Levando em conta essas características de comportamento e cultura, quando se transforma em espaço de jogo, a escola
 possibilita a construção de saberes. O desafio de uma partida proporciona a elaboração e a exploração de questões relacionadas à sociabilidade (que se dá por intermédio de regras) e ao desenvolvimento de estratégias. Detalhes que chamam a atenção para a possibilidade de trabalhar com tabuleiros sem a obrigatoriedade de vincular a atividade às áreas do conhecimento.

"É importante que as crianças descubram o gosto do brincar por si só", defende Adriana Klisys, diretora da Caleidoscópio Brincadeira e Arte, em São Paulo. Esse tipo de abordagem não deve ser encarado pelos educadores como uma perda de tempo. "Há vários ganhos importantes para o desenvolvimento dos pequenos, embora possam não parecer importantes ou concretos à primeira vista", explica Adriana.
Revista Nova Escola  



Leia mais:http://psicopedagogiaeaprendizagem.webnode.com/news/com-os-jogos%2c-as-crian%c3%a7as-aprendem-que-ganhar-e-perder-faz-parte-da-vida/

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Rubem Braga: autor homenageado do mês


Rubem Braga (Cachoeiro de Itapemirim12 de janeiro de 1913 — Rio de Janeiro19 de dezembro de 1990) foi um escritor lembrado como um dos melhores cronistas brasileiros.

Iniciou-se no jornalismo profissional ainda estudante, aos 15 anos, no Correio do Sul, de Cachoeiro de Itapemirim, fazendo reportagens e assinando crônicas diárias no jornal Diário da Tarde. Formou-se bacharel pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte em 1932, mas não exerceu a profissão. Neste mesmo ano, cobriu a Revolução Constitucionalista deflagrada em São Paulo, na qual chega a ser preso. Transferindo-se para Recife, dirigiu a página de crônicas policiais no Diário de Pernambuco. Nesta cidade, fundou o periódico Folha do Povo. Em 1936 lançou seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho, e fundou em São Paulo a revista Problemas, além de outras. Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou como correspondente de guerra junto à F.E.B. (Força Expedicionária Brasileira).

Obras

Crônicas
  • O Conde e o Passarinho, 1936
  • O Morro do Isolamento, 1944
  • Com a FEBoça, 1957
  • 100 Crônicas Escolhidas, 1958
  • Ai de ti, Copacabana, 1960
  • O Conde e o Passarinho e O Morro do Isolamento, 1961
  • Crônicas de Guerra - Com a FEB na Itália, 1964
  • A Cidade e a Roça e Três Primitivos, 1964
  • A Traição das Elegantes, 1967
  • Crônicas do Espírito Santo, 1984 (Coleção Letras Capixabas)
  • As Boas Coisas da Vida, 1988
  • O Verão e as Mulheres, 1990
  • 200 Crônicas Escolhidas
  • Casa dos Braga: Memória de Infância (destinado ao público juvenil)
  • Uma fada no front
  • Histórias do Homem Rouco
  • Os melhores contos de Rubem Braga (seleção David Arrigucci)
  • O Menino e o Tuim
  • Recado de Primavera
  • Um Cartão de Paris
  • Pequena Antologia do Braga

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"Despedida

E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil. 

Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus. 

A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo."

Extraído do livro A Traição das Elegantes, Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

5 maneiras de tornar a TV uma aliada na educação do seu filho




Quando você olha seu filho assistindo à televisão, fica totalmente tranquilo ou com receio de que aquele hábito pode não ser tão bom para ele? Segundo o professor Cláudio Márcio Magalhães, autor do livro Os Programas Infantis da TV (Editora Autêntica), as duas alternativas são válidas. “Como qualquer outro instrumento tecnológico, a televisão pode ser boa e pode ser má. Ela tem um grande potencial para facilitar a vida das pessoas, mas precisa ser compreendida corretamente. É preciso saber todos seus limites para usá-la de maneira eficiente”, diz.
Uma pesquisa feita pela Universidade de Rochester, em Nova York, nos Estados Unidos, mostrou que a TV tem influência no desenvolvimento intelectual dos seres humanos. Para o bem e para o mal. Para chegar a essa conclusão, os cientistas da instituição estudaram cérebros de 27 crianças (entre 4 e 11 anos) e 20 adultos enquanto eles assistiam ao programa Vila Sésamo, tirando imagens dos caminhos percorridos pelos neurônios de cada um deles com o passar das cenas.
Com isso, eles perceberam que o cérebro responde àqueles estímulos vindos da televisão, podendo se desenvolver, nesses momentos, em diferentes áreas (o que varia conforme o assunto abordado no programa assistido). Essa comprovação, de acordo com eles, pode levar a uma nova compreensão do desenvolvimento do cérebro e até mesmo à criação de novas terapias para dificuldades de aprendizagem.
Em seguida, os pesquisadores realizaram ainda testes de QI voltados à matemática e à linguagem em todos os participantes. Resultado: as crianças que atingiram as maiores notas foram aquelas que tinham os mapeamentos cerebrais mais parecidos com os dos adultos. Em outras palavras, é possível afirmar que a estrutura neural do cérebro, como outras partes do corpo, se desenvolve à medida que amadurecemos e oferecer estímulos para esse desenvolvimento, assim como você conversa com seu bebê para que ele fale, por exemplo, é fundamental.
“Embora o estudo não tenha sido feito para defender a televisão, ele mostrou que padrões neurais formados durante uma atividade cotidiana – no caso, assistir à TV – estão relacionados, sim, com a maturidade intelectual”, afirma, em nota, Jessica Cantlon, uma das autoras da pesquisa.
Benefícios
Quando assiste a um programa televisivo, seja ele qual for, seu filho recebe uma grande quantidade de informações que o faz ter contato, a cada momento, com formatos, cores, movimentos, espaços e situações que até então ele desconhecia. Para Cláudio, este é um dos principais pontos positivos da TV.
Outro benefício é a complementação de outras atividades, inclusive as escolares. “Vamos supor que, na escola, uma criança acabou de aprender a noção de números. Quando ela ligar a televisão e o personagem de um desenho disser que 2 mais 2 são 4, ela juntará o que recebeu do mundo real ao que viu nesse mundo imaginário, confirmando e reforçando essa informação”, diz o especialista.
Ainda segundo ele, o mesmo princípio funciona para a vida familiar. Seu filho, quando assiste a um programa que reflete valores como moral e ética, se lembra dos ensinamentos que você costuma fazer em sua casa, o que reforça também as ideias de certo e errado em sua cabeça.
Dicas e cuidados
Mesmo sabendo que a televisão pode ser benéfica, você não pode deixar de tomar uma série de cuidados em casa. Ligar o aparelho em qualquer canal e deixar a criança por horas sozinha na frente dele pode prejudicá-la. Veja abaixo algumas dicas!
- Sente-se ao lado de seu filho para assistir televisão. Você vai notar que vai ser muito mais gostoso tanto para ele quanto para você. E, dessa forma, você pode usar o exemplo do programa mais tarde em alguma situação com seu filho.
- Não o deixe ficar mais de duas horas em frente à TV. Essa é a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria para as telas, o que inclui tablets, computadores, smartphones e videogames.
- Selecione a programação e determine o que seu filho pode e o que não pode assistir. Para isso, leve em conta o conteúdo do programa – que deve ser voltado ao público infantil – e a faixa etária a que ele é direcionado.
- Se ele reclamar dessa seleção, ensine que classificações etárias devem ser seguidas por todos. Ele não pode assistir a uma novela com cenas de violência, assim como você não pode entrar em um brinquedo de um parquinho infantil, por exemplo. Sabendo que as normas existem também para os adultos, ele terá mais facilidade para respeitá-las.
- Aposte na variedade. Seu filho provavelmente já tem seus programas de TV preferidos, mas tente fazer com que ele procure sempre novas opções. Só não se esqueça que, além de educativa, a prática de assistir televisão deve ser prazerosa, então não tente forçá-lo a ver nada que ele não goste.
Desenhos educativos x comerciais
Uma das dúvidas mais frequentes dos pais em relação à TV diz respeito à presença de temas “politicamente incorretos” em grande parte dos desenhos comerciais. Aqueles que mostram personagens tirando sarro e pregando pegadinhas, (como Bob Esponja, Pica-Pau, e Tom e Jerry, por exemplo) às vezes, são vistos com maus olhos pelos adultos, que temem que seus filhos aprendam valores invertidos. E, por isso, muitos optam pelos desenhos educativos. Mas qual é a diferença entre eles, afinal?
“Existem os desenhos produzidos por uma equipe que quer apenas que o programa seja aceito pelas crianças, que elas se divirtam. Para isso, usa muitas referências infantis, explora o non-sense, utiliza gírias – tudo para que aconteça uma identificação rápida. No educativo, a equipe também se preocupa com o desenvolvimento biológico, educacional e cultural da criança que é seu público-alvo. Tudo é pensado para aprimorar o processo educacional dela”, diferencia Cláudio. Independentemente de qual tipo for, um bom desenho é aquele que segue um bom roteiro, tem cenas e frases que não julgam a criança como “bobinha”, e apostam na qualidade estética e tem a criatividade como foco principal.
O ideal, segundo Cláudio, não é excluir, mas sim mesclar a programação. Para saber se você deve ou não permitir que seu filho assista a determinado desenho, faça uma auto-avaliação. Lembre-se do que você gostava de assistir quando era criança e pense se aquilo fez com que você se tornasse menos tolerante ou mais violento. Se a resposta for não, vá em frente e deixe seu filho se divertir. Se for ao seu lado, melhor ainda!

domingo, 25 de novembro de 2012

Desenhos infantis e Técnicas Projetivas – revelação de personalidade e emoções


“O pensamento fala por meio do desenho onde se diz mal ou não se diz nada, o que oferece a oportunidade de saber como o sujeito ignora.” (Sara Paín)

 

As cores, as formas e até a posição do desenho podem dizer muito a respeito da criança que o concebeu. 
 
Desenhar pode ser uma atividade muito divertida, mas também uma preciosa ajuda para avaliações psicológicas infantis e terapias posteriores.
Uma folha em branco e um conjunto de lápis de cera podem fazer maravilhas quando queremos uma criança distraída, mas também encerra imensos mistérios que nos podem ajudar a descobrir se há macaquinhos escondidos naquela misteriosa cabeça.
Por norma, os pais e os professores nem sempre estão por dentro do significado dos desenhos, mas os especialistas em psicologia já estão rotinados. As diferenças começam por ser a nível de sexo. As meninas estão mais voltadas para a natureza, a serenidade, com desenhos mais contemplativos e onde a beleza assume um papel importante com itens como o Sol, nuvens e casinhas e personagens como princesas com vestidos e cabelos longos e coroas na cabeça; já os meninos apostam na ação, na força, nos tons mais escuros e agressivos. Explosões, choques de carros, personagens de joguinhos ou desenhos animados, armas e monstros são habituais em seus desenhos.
Outro diferencial importante tem a ver com a idade. Não se pode avaliar um desenho feito por uma criança de 2 anos da mesma forma que um concebido por uma de dez. A ingenuidade do primeiro tem de ser tida em conta face a uma consciência ponderada do segundo. Ainda assim, os psicólogos vão mais longe nesta matéria e defendem a importância de não avaliar o desenho isoladamente: o contexto, a sua personalidade, o seu desenvolvimento cognitivo e ainda o seu historial de desenhos são critérios a ter em conta.
No campo da psicopedagogia é muito comum o trabalho com Técnicas Projetivas que, segundo Jorge Visca, têm como objetivo investigar os vínculos que o sujeito pode estabelecer em três grandes domínios: o escolar, o familiar e consigo mesmo, pelos quais é possível reconhecer três níveis em relação ao grau de consciência dos distintos aspectos que constituem o vínculo de aprendizagem.  As Técnicas Projetivas são propostas de desenhos nos quais cada vínculo a ser analisado é sugerido através de um tema específico. Por exemplo, no vínculo escolar as propostas sugeridas para o desenho são: “Par Educativo” (no qual a criança irá desenha uma situação onde ocorra aprendizado: alguém ensinando e o outro aprendendo), “Eu com meus companheiros” e “A planta da sala de aula”. Os temas que abordam o vínculo familiar são: “A planta da minha casa”, Os quatro momentos do dia” e “Família Educativa”. O vínculo consigo mesmo é avaliado através das seguintes: “O dia do meu aniversário”, “Minhas férias”, “Fazendo o que mais gosta” e “Desenho em episódios”. Para a análise de cada um desses vínculos e temas há critérios de avaliação que devem ser observados atentamente pelo terapeuta e a observação desses critérios devem somar-se aos critérios gerais do diagnóstico. A interpretação de cada técnica projetiva deve ser realizada em função do sujeito em particular e não é necessário aplicar todas as propostas da Técnica Projetiva, o adequado é utilizar somente aquelas que se considerem necessárias em função do que se observou no sujeito.
Vários aspectos devem ser criteriosamente avaliados na análise das Técnicas Projetivas como o tamanho do desenho e das personagens que aparecem nele; se o sujeito que desenha está presente na cena ou não; quem aparece no desenho; o distanciamento das personagens; o uso da borracha durante o desenho (se nunca usa ou usa exageradamente); a transcrição de detalhes nas personagens (como os pés, as mãos, olhos, orelhas, boca); se o desenho está condizente ao que lhe é pedido; se há recusa de desenhar ou escrever; se há recusa de falar sobre o desenho.
Enfim, o que se pode avaliar por meio do desenho ou do relato, de acordo com Sara Paín, é a capacidade do pensamento para construir uma organização coerente e harmoniosa e elaborar a emoção. Também permitirá avaliar a deteriorização que se produz no próprio pensamento.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A bailarina, de Cecília Meireles

Novembro é o mês de Cecília Meireles.


Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu na Tijuca, Rio de Janeiro em 7 de novembro de 1901, filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles e Matilde Benevides Meireles. Foi filha órfã criada por sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Aos nove anos, ela começou a escrever poesia. Frequentou a Escola Normal no Rio de Janeiro. Aos dezoito anos de idade, Cecília Meireles publicou seu primeiro livro de poesias, Espectros. No ano de 1922 casou com o artista plástico português Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas. Seu marido, que sofria de depressão aguda, suicidou-se em 1935. Voltou a se casar, no ano de 1940, quando se uniu ao professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo, falecido em 1972. A partir da década de 30, lecionou Literatura Brasileira em várias universidades. Teve ainda importante atuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada, tendo fundado, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Brasil. Morreu em 9 de novembro de 1964, no Rio de Janeiro.
Um pouco da poesia de Cecília Meireles

A bailarina


Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.

Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.


Obras
Estas são algumas das obras publicadas por Cecília Meireles:
  • Espectros, 1919
  • Criança, meu amor, 1923
  • Nunca mais, 1923
  • Poema dos Poemas, 1923
  • Baladas para El-Rei, 1925
  • Saudação à menina de Portugal, 1930
  • Batuque, samba e Macumba, 1933
  • O Espírito Vitorioso, 1935
  • A Festa das Letras, 1937
  • Viagem, 1939
  • Vaga Música, 1942
  • Poetas Novos de Portugal, 1944
  • Mar Absoluto, 1945
  • Rute e Alberto, 1945
  • Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1948
  • Retrato Natural, 1949
  • Problemas de Literatura Infantil, 1950
  • Amor em Leonoreta, 1952
  • Doze Noturnos de Holanda e o Aeronauta, 1952
  • Romanceiro da Inconfidência, 1953
  • Poemas Escritos na Índia, 1953
  • Batuque, 1953
  • Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955
  • Pistoia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955
  • Panorama Folclórico de Açores, 1955
  • Canções, 1956
  • Giroflê, Giroflá, 1956
  • Romance de Santa Cecília, 1957
  • A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957
  • A Rosa, 1957
  • Obra Poética,1958
  • Metal Rosicler, 1960
  • Poemas de Israel, 1963
  • Antologia Poética, 1963
  • Solombra, 1963
  • Ou isto ou Aquilo, 1964
  • Escolha o Seu Sonho, 1964
  • Crônica Trovada da Cidade de San Sebastian do Rio de Janeiro, 1965
  • O Menino Atrasado, 1966
  • Poésie (versão francesa), 1967
  • Antologia Poética, 1968
  • Poemas Italianos, 1968
  • Poesias (Ou isto ou aquilo& inéditos), 1969
  • Flor de Poemas, 1972
  • Poesias Completas, 1973
  • Elegias, 1974
  • Flores e Canções, 1979
  • Poesia Completa, 1994
  • Obra em Prosa – 6 Volumes – Rio de Janeiro, 1998
  • Canção da Tarde no Campo, 2001
  • Poesia Completa, edição do centenário, 2001, 2 vols. (Org.: Antonio Carlos Secchin. Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • Crônicas de educação, 2001, 5 vols. (Org.: Leodegário A. de Azevedo Filho. Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • Episódio Humano, 2007
  • Uma obra bastante particular e pouco conhecida de Cecília Meireles é o infanto-juvenil Olhinhos de Gato. Baseado na vida de Cecília, conta sua infância depois que perdeu sua mãe Matilde Benevides Meireles e como foi criada por sua avó D. Jacinta Garcia Benevides (Boquinha de Doce, no livro)

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