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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Crianças que tomam café da manhã regularmente são mais inteligentes


Estudo com mais de mil crianças chinesas reafirma a importância da primeira refeição do dia


Marcela Bourroul


Pão, leite, frutas, iogurte. Tomar café da manhã regularmente faz muita diferença na vida das crianças. Um dos principais benefícios é o desenvolvimento da inteligência. Já falamos sobre esse assunto na Crescer, mas um novo estudo reforça a importância dessa refeição. Pesquisadores da Escola de Enfermagem da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, analisaram dados de 1.269 crianças chinesas de 6 anos.
Eles atestaram que aquelas que tomavam café da manhã todos os dias tiveram melhores resultados em testes de Q.I. (4,6 pontos a mais em relação às que só comiam às vezes), independentemente de sexo, local de moradia e nível de escolaridade dos pais. Para descobrir quais crianças faziam essa refeição regularmente, os especialistas enviaram um questionário às famílias. “A infância é um período crítico durante o qual hábitos de dieta e qualidade de vida são ensinados às crianças, e esses hábitos podem ter implicações relevantes de imediato e a longo prazo”, afirmou em nota a coordenadora do estudo, Jianghong Liu.
Outras pesquisas já haviam mostrado que não fazer essa refeição todos os dias aumenta o risco de a criança ter sobrepeso, uma vez que, ao pular o café, ela exagera na seguinte, consumindo também mais calorias e gorduras. 

Mas, afinal, o que justifica que o café da manhã tenha tanta importância? Segundo a nutricionista Mirella Neves, do Hospital Pequeno Príncipe (PR), um dos motivos é que os alimentos dessa refeição são os primeiros combustíveis do dia. Depois de várias horas em jejum, o corpo – especialmente o cérebro, caso seu filho estude de manhã – precisa de alimentos. Outra boa razão: se a criança não se alimenta corretamente no início do dia, pode apresentar hipoglicemia devido à baixa presença de glicose no sangue e ficar mais mole e cansada que o normal. Tontura, náusea e até desmaios podem aparecer. Além disso, ela pode ter alteração no humor e dificuldade para se concentrar. 

Meu filho não quer comer. E agora? 

As crianças podem até dizer que não estão com vontade de comer pela manhã, mas dificilmente estão sem fome. Para acabar com esse drama, você precisa rever a rotina da família. Segundo o nutrólogo Artur Delgado, do Hospital Albert Einstein (SP), é necessário criar esse hábito – e dar o exemplo – para que seu filho aceite essa refeição como parte do dia. 

Uma dica prática é acordar seu filho dez minutos mais cedo. Quando estamos muito sonolentos, não percebemos a fome. Esse tempo extra colabora para abrir o apetite da criança. Outra recomendação é deixar a refeição mais interessante. Não ofereça sempre os mesmos alimentos e tente apresentá-los de forma divertida. 

Também ajuda muito transformar o café da manhã em um momento família. Se pai, mãe e filhos conseguirem conciliar o horário para sentarem juntos, as crianças vão valorizar mais essa refeição. “O hábito de comer pela manhã se cria sentando à mesa. Sentar com os pais por alguns minutos também significa troca de experiências e convivência”, afirma Mirella. 

O que oferecer? 

Um bom café da manhã precisa ter alimentos ricos em proteínas, carboidratos e fibras. Delgado sugere alguns itens que não devem faltar na sua mesa: 

- Leite (contém proteína de alto valor biológico e muito cálcio) 

- Pães integrais (eles contêm fibras e são mais saudáveis que bisnaguinha ou pão francês) 

- Derivados de leite, como iogurte e queijos (no caso do queijo, prefira o fresco, ricota ou cottage. São mais saudáveis que os queijos amarelos e requeijão) 

- Frutas (fontes de vitamina e sais minerais) 

- Geleias (de preferência sem adição de açúcar) 

Sobre o achocolatado, o médico afirma que não é um alimento saudável, mas se a criança só aceitar o leite dessa forma, tudo bem colocar uma colher. Se o seu filho está acostumado com mais do que essa quantidade, tente ir diminuindo um pouco a cada dia. Outra dica é usar margarina vegetal com baixo teor de gordura em vez de manteiga.

Um último lembrete para os pais que acham que as crianças ‘não gostam de nada’: “Para uma criança se adaptar a algum tipo de alimento, ela precisa ter contato com ele entre oito e doze vezes. Só depois disso é que se pode definir seu gosto. E ela só pode provar coisas diferentes se os pais oferecerem”, diz Delgado.  
Fonte: Nova Escola

segunda-feira, 11 de março de 2013

Agressividade Infantil



A família exerce um papel importante na formação da criança, mas o professor também tem função importante quanto a essa questão Por isso, a forma com que o professor lida com os conflitos, apresentando, por exemplo, comportamentos agressivos, poderá levar o aluno a repeti-los. A escola por sua vez, sendo um lugar que instrui, não deve tolerar a agressividade excessiva. É relativamente fácil identificar o padrão comportamental destas crianças: batem, empurram, resmungam, fazem birras, recusam-se a cooperar e dificilmente controlam as suas reações. Independentemente de o seu alvo ser outra criança ou um adulto, o resultado é o mesmo: frustração, irritação e punição. Como estas crianças tendem a provocar o medo entre o grupo de pares, são normalmente postas de parte, pelo que lhes é mais difícil criarem amizades, gerando-se ciclos viciosos preocupantes.


Quando as brigas são frequentes, isso pode ser um sinal de que a criança tem outros problemas. Por exemplo, pode estar triste ou alterada, ter problemas para controlar a coragem, ter sido testemunha de violência ou ter sido vítima de abuso no cuidado diurno, na escola ou em casa. As pesquisas têm demonstrado que as crianças que são fisicamente agressivas em idade muito pequena, têm tendência a continuar com este comportamento quando maiores. Os estudos também demonstraram que as crianças que são expostas à violência e à agressão repetidamente através da televisão, vídeos e filmes, agem de forma mais agressiva.


Mas isto não significa que não haja nada a fazer. Pelo contrário, existem maneiras de lidar com o comportamento agressivo e desafiador das crianças. Em primeiro lugar, importa fazer a distinção entre mau comportamento e criança má. Mesmo quando a criança é agressiva, ou provoca o adulto, é importante aceitar que estamos perante um mau comportamento, em vez de rotularmos a criança. Uma postura positiva que o professor poderá adotar diante da conduta agressiva do aluno é a de se aproximar dele, assim estará oferecendo-o a possibilidade de falar sobre seus sentimentos e até mesmo sobre seus atos. Outra tática importante para lidar com estas crianças é a capacidade para manter a calma. Trata-se de uma tarefa difícil, às vezes hercúlea, mas frutífera. A ideia de vermos uma criança a desafiar as regras, desobedecendo a tudo o que lhe é proposto fará, quase de certeza, com que a tensão arterial do adulto responsável suba vertiginosamente. Mas é importante reconhecermos que estamos perante uma criança que não é capaz de controlar as suas próprias emoções, pelo que, se o adulto perder as estribeiras, acabará por reforçar positivamente a agressividade da criança. Às vezes, o melhor é “sair de cena” e tentarmos acalmar-nos antes de reagir, mesmo que tenhamos que dizer à criança “O teu comportamento está a enervar-me tanto que eu preciso de me acalmar primeiro”. Mas depois é preciso voltar e atuar com a firmeza que a situação exige. Isto mostrará à criança que os adultos, tal como ela, também sentem raiva e ficam chateados.
Outra medida que também funciona é o teatro de bonecos, representando conflitos do cotidiano da criança.


A relação escola-família é de suma importância. Ao conversar com os pais, o professor pode iniciar destacando primeiramente as qualidades do aluno.  De resto, importa lembrar que os colegas serão os primeiros a fazê-lo – se a criança mostra sistematicamente maus comportamentos, acaba por ser rotulada. Mas a verdade é que estes maus comportamentos não são mais do que formas disfuncionais que a criança encontra para mostrar que está assustada, que se sente frustrada, chateada ou magoada. Acontece que, por algum motivo, não é capaz de mostrar estas emoções de modo ajustado. Depois, importa reconhecer que, mesmo as crianças mais agressivas, não são sempre assim. Existem momentos em que o seu comportamento é adequado e compete aos adultos que a rodeiam reconhecer e elogiar esse esforço – seja quando a criança é capaz de trabalhar sossegada, seja quando coopera com os colegas. O elogio sincero é uma ferramenta eficaz na promoção dos bons comportamentos.

Sendo a raiva a emoção mais fácil de sentir, muitas crianças acabam por usar o comportamento agressivo ou desafiador para mascarar outros sentimentos, como a tristeza profunda. É importante ajudá-las a usar as palavras para expressar a sua dor e/ou para falar sobre as situações adversas.

CONCLUSÃO:

Considerando-se que a agressividade, como assinala Winnicott (1939/1987a, 1956/1987b), é uma reivindicação ao ambiente visando ao reconhecimento e retorno a um período de privação crítica para a retomada do desenvolvimento emocional, a escola não poderia deixar de vivenciar manifestações de comportamento agressivo. Ao oferecer um ambiente relativamente estável, com regras claras, a escola configura um espaço de confiabilidade, constância e segurança, muitas vezes ausente da história de vida de algumas crianças. Assim, elas depositam suas necessidades de atenção, afeto e firmeza nos educadores, esperançosas de contarem com parâmetros e limites que, geralmente, não foram estabelecidos pela família.


Os professores não se mostram indiferentes a essa demanda; ao contrário, cumprem papel ativo perante as crianças mais agressivas, alimentando-lhes a esperança de alcançar uma estabilidade interna. Evidências dessa postura podem ser encontradas na fala dos docentes, que assumem, apesar do desgaste, providências para o manejo da agressividade em sala de aula.


Além disso, sustentam a crença em um modelo de relação professor-aluno ideal, cujos valores estão pautados na tolerância, compreensão, respeito e disponibilidade, anseios que devem ser transmitidos, de algum modo, na relação com as crianças.

Sempre acreditar que é possível acertar e avançar positivamente com a criança em estado agressivo.Fazer uso de estratégias  para trabalhar o bom convívio do grupo são muito importantes e necessários, entre elas recomenda-se:


-Programar atividades físicas e lúdicas em que os alunos gastem bastante energia.


-Levar a garotada para brincar ao ar livre.


-Planejar aulas com vídeos ou filmes que possibilitem a reflexão e o registro sobre as consequências de bom e mau comportamento.Quem sai ganhando nas relações com os outros? Criar momentos de conscientização e autoavaliação individual e coletiva do grupo.

-Aplicar técnicas de relaxamento.


Por: Rosângela Vali
Fonte: http://rosangelavalipsicopedagogia.blogspot.com.br/

sexta-feira, 8 de março de 2013

O efeito das cores no cérebro


Efeito das Cores no Cérebro



Um novo estudo da University of British Columbia esclarece um debate que vem sendo travado há 
tempos por psicólogos e publicitários – que cor torna o cliente mais receptivo à propaganda? Azul ou 
vermelho? Aparentemente, ambas as cores podem produzir o efeito. Tudo depende da mensagem 
que a propaganda deseja passar. O estudo, que pode ter, também, um impacto significativo em 
design de interiores, diz que o vermelho deve ser usado para atrair a atenção do consumidor a detalhes.
O azul, por sua vez, estimula a criatividade.
“Tanto o azul como o vermelho foram considerados capazes de aumentar a capacidade cognitiva, em 
estudos anteriores” explica Juliet Zhu, professora da faculdade de administração da University 
of British Columbia. “No entanto, não podíamos dizer qual proporcionava um efeito maior. Agora sabem
os que depende da mensagem que queremos passar” completa.
O estudo realizou testes cognitivos em 600 voluntários. Perguntas eram feitas em computadores – e a
tela de fundo do programa era azul, vermelha ou branca.
O vermelho apresentou mais resultados positivos em tarefas que exigiam atenção a pequenos detalhes, 
ou uma leitura mais minuciosa (comparado com o azul, 31% a mais de acertos). Já o azul proporcionou
mais acertos em situações que exigiam brainstorming, demonstrações de criatividade – usuários da 
tela azul tinham redações muito mais criativas do que os de tela vermelha.
“Graças a sinais de trânsito, ambulâncias e às canetas vermelhas dos professores, associamos essa
cor a perigo, necessidade de atenção. Tomamos mais cuidado antes de responder algo, quando 
estamos expostos ao vermelho. Nos tornamos mais vigilantes” afirma Zhu.
“O azul é associado ao céu, ao oceano e à água. Sendo assim, as pessoas relacionam a cor à 
calma e à amplitude. O azul nos auxilia a deixar o óbvio e buscar soluções criativas” explica a professora.
Para estudar o impacto que essas descobertas têm na publicidade, os pesquisadores utilizaram uma 
série de propagandas e produtos fictícios, coloridos, e viram quais eram as reações dos consumidores
diante deles. Os resultados foram impressionantes e confirmaram o que foi concluído das pesquisas 
anteriores. Se o produto for uma pasta de dente, por exemplo, a cor vermelha na embalagem deixa as 
pessoas atentas para a especificação do produto – se ele é usado para combater cáries, placa, 
gengivite. Quando o azul era a cor predominante da embalagem, os voluntários ficavam mais 
atentos à questões estéticas, como clareamento dental e refrescância.

sábado, 2 de março de 2013

Jogo da velha de material reciclável


Ideias simples e fáceis de fazer:




Jogo da Velha com papelão e rolo de papel higiênico





 

Material:
5 rolos de papel
Papel color set
Tinta Acrílica Acrilex
Tesoura sem ponta
Pincel
Régua
Papelão


Como fazer:

Recorte 2 retângulos de papel com 5 x 7cm. Picote as laterais até o centro e encaixe-os, formando um X. Faça 5 peças. Para o tabuleiro, recorte 4 retângulos de papelão com 25 cm x 10 cm cada. Picote as laterais para encaixar as partes, deixando-as paralelas. Encaixe cruzando-as e formando nove casas.

Jogo da velha com embalagem de ovos 


Material:

- embalagem de ovo;- 10 bolinhas de isopor (ou tampinhas de garrafa pet sendo 5 de uma cor e 5 de outra)tinta;- cola;- tesoura.

Como fazer:

Corte a embalagem de ovo de forma que tenha um quadrado com nove cavidades. Pinte a caixa para dar um toque mais alegre. Se optar por jogar usando as tampinhas como peças, o jogo já está pronto! Se optar pelas bolinhas de isopor, pinte cinco bolinhas de uma cor de sua preferência e cinco bolinhas de outra cor. Para facilitar a pintura e não sujar tanto as mãos espete as bolinhas com palitos de dentes. Espere secar e comece a brincadeira!


Obesidade Infantil








sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Pedra no Caminho

Lindo texto para se refletir!


Conta-se a lenda de um rei que viveu num país além-mar há muitos anos. Ele era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo. Frequentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.
- Nada de bom pode vir a uma nação - dizia ele - cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas. Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria.
Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio. Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.
Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que ele levava para moagem na usina.
- Quem já viu tamanho descuido? - disse ele contrariadamente, enquanto desviava sua parelha e contornava a pedra. - Por que esses preguiçosos não mandam retirar essa pedra da estrada? - E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.
Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada. A longa pluma do seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia à sua cintura. Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra.
O soldado não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento. Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam largado uma pedra imensa na estrada. Então, ele também se afastou, sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.
Assim correu o dia. Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra colocada na estrada, mas ninguém a tocava.
Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou. Era muito trabalhadora, e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho.
Mas disse a si mesma: "Já está quase escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra à noite e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho."
E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar. Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra.
Ergueu a caixa. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: "Esta caixa pertence a quem retirar a pedra."
Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.
A filha do moleiro foi para casa com o coração feliz. Quando o fazendeiro e o soldado e todos os outros ouviram o que havia ocorrido, juntaram-se em torna do local na estrada onde a pedra estava. Revolveram o pó da estrada com os pés, na esperança de encontrar um pedaço de ouro.
- Meus amigos - disse o rei - , com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles se assim preferirmos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça.
Então o sábio rei montou em seu cavalo e com um delicado boa-noite retirou-se.

(Do livro: O Livro das Virtudes II - O Compasso Moral)


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mutismo Seletivo


Mutismo seletivo é uma condição de ansiedade social, onde uma pessoa que é capaz de falar é incapaz de se expressar verbalmente em determinadas situações.

No Manual de Estatística e Diagnose de Desordens Mentais, o Mutismo Seletivo é descrito como uma desordem psicológica rara.

Crianças (e adultos) com esse tipo de problema são completamente capazes de falar e compreender a linguagem, mas não o fazem em determinadas situações sociais, quando é o que se espera deles.

Funcionam normalmente em outras áreas do comportamento e aprendizado, embora se privam severamente de participar em atividades de grupo. É como uma forma extrema de timidez, mas a intensidade e duração a distingue.

Como por exemplo, uma criança pode passar todo o tempo completamente calado na escola, por anos, mas falar livremente ou excessivamente em casa.

Outras características são, além da timidez extrema, o retraimento social, a dependência e o perfeccionismo.

Esta desordem NÃO é considerada uma desordem da comunicação, pois a maioria das crianças se comunica através de expressões faciais, gestos, etc.

Ao ser realizado, o diagnóstico, pode ser confundido facilmente como um tipo seletivo de Autismo ou Síndrome de Asperger, especialmente se a criança atua de modo retraído na presença do psicólogo. Isto pode levar a um tratamento incorreto.

O Mutismo Seletivo é caracterizado por:


- Fracasso consistente para falar em situações sociais específicas (por exemplo, na escola, onde existe a expectativa de falar) apesar de expressar-se verbalmente em outras situações.

- Interfere nas conquistas educacionais ou com a comunicaçao social.

- O fracasso para falar não se deve a falta de conhecimento do idioma falado requerido na situação social.

- Não se considera como uma desordem da comunicação (a exemplo da gagueira).

Ainda não foram estabelecidas as causas, mas há evidencias de que existem um componente hereditário e que também é mais comum em meninas que em meninos e normalmente é percebida antes dos 5 anos de idade embora a maioria dos pais e/ou profissionais somente percebam o problema quando a criança começa na vida escolar.

Entre os aspectos negativos estão:



- Os portadores do Mutismo Seletivo encontram dificuldade em manter contato visual.

- Com frequência não sorriem em público ou em expressões vazias (sempre em público).

- Se movem de forma rígida e torpe.

- Não podem manejar situações onde se espera que falem normalmente, como uma saudação, uma despedida ou um agradecimento.

-Tendem a preocupar-se mais com as coisas de que o restante das pessoas.

- Podem ser muito sensíveis ao ruído e ao excesso de gente.

- Encontram dificuldade em falar sobre si mesmos ou expressar seus sentimentos.
.
Entre os aspectos positivos estão:



- Inteligência e percepção superior
- São sensíveis aos pensamentos e emoções alheias (empatia).

- Tem um grande poder de concentração.

- Com frequência tem um bom sentido do que é correto, incorreto e de justiça.
Fonte: http://vidadeumaborderline.blogspot.com.br/
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